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(travel diary) DAY 1: Malta… welcome to the left side!

In Andalucia,Europe,Fotografia,Malta,Photography,Sevilla,Seville,Travel,Viajar on October 25, 2012 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , , , , , , , , , ,

Flying over the Mediterranean Sea could be the perfect beginning of our story… well… it could be… but, what are the most annoying behaviours to have in an airplane? What can REALLY ruin a flight?
…a bad sit? Not that much…
    …a baby crying? Well, it’s just a baby, it’s more than understandable…
        …turbulence? anxiety raises… but, what can be really terrible is a bad and noisy neighbour, trust me!

Imagine this middle aged woman, imbued by the flamenco’s flavour (we were boarding in Seville), excited by the time spent under the hot andalusian sun and yelling at her elderly father, asking him to “GET LOSTTTT!!”… and, in these moments, when you figure out something like this, you immediately remember Murphy’s Law… and… it never fails! …with so many empty sits… why us? WHY US? oh, please… can anyone open the door so the lady could refresh the ideas? Oh, we’re already flying?! Perfect: so, please, can you REALLY open the door and put the lady outside?!

…then, suddenly… a calm arrived: we were approaching Malta! As we were descending, we could appreciate how ocher spots, only glimpsed from the plane, were gaining shapes and contours…

…suddenly… we could observe “the white rock” in all its splendor, in a spectacular contrast with the turquoise of the Mediterranean waters, flying over palazzos and their magnificent gardens, guessing silhouettes of monuments and churches, small towns and villages, small fishing ports and monumental ravines and, finally, landed, as the doors open, a (literally!) warm reception.

…how a small island can be so big…



From now on… the rest we would say it would be easy… or not! Renting a car to discover an island with autonomy seems always a wise option… the problem is to be able “to deal” with the traffic lane direction: welcome to the left side, baby! Driving on the left side, theoretically, wouldn’t have no trouble… but, how do these brains (in vacation mode: ON) would lose the automatic skills acquired years ago?! Easy: you just… can not! The moment we low our guard and concentration decreases… yep, here we go through the wrong way!

(now, far from the situation, we find this hilarious… but, at the time, it was such a nightmare!)



Among unfamiliar roads and roundabouts (shamefully) circumvented, we reached the spectacular Valetta… but, wait… Weren’t we going to Sliema?

Ups… I guess I’m a terrible GPS! Reversing and now, more relaxed, heading in direction to Sliema!

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Sobrevoar o Mar Mediterrâneo podia ser o início perfeito da nossa história… pois, podia ser…
mas, quais são os comportamentos mais irritantes de se podem ter a bordo de um avião? O que pode chegar mesmo a arruinar um voo?


…um mau lugar? Nem tanto…


    …um bebé a chorar? Bem, é apenas um bebé, é perfeitamente compreensível…


        …turbulências…? sim, a ansiedade aumenta… mas, o que pode ser realmente terrível num voo é um mau vizinho, sim, acreditem!


Imaginem uma senhora de meia idade, imbuída pela alma flamenca (estávamos embarcando em Sevilha), animada pelo tempo gasto sob o quente sol andaluz e gritando com seu pai idoso, pedindo-lhe para “FICARRR LONGEEE”… e, claro, quando nos apercebemos de uma situação destas, lembramo-nos logo da Lei de Murphy… e nunca falha! … com tanto lugar livre…  porquê a nós? Oh, por favor… alguém pode abrir a porta para que a senhora refresque as ideias? Oh, já estamos no ar?! Então, perfeito! Alguém pode MESMO abrir a porta à senhora?!

…de súbito… chegou a calma: aproximamo-nos a Malta! Conforme descendemos, apreciamos como as manchas ocres apenas vislumbradas desde o avião, ganham formas e contornos.

…de súbito… observamos “a rocha” branca em todo o seu esplendor, num contraste espectacular com as águas turquesa do mediterrâneo, sobrevoando palazzos e seus ostentosos jardins, adivinhando silhuetas de monumentos e igrejas, pequenas cidades e vilas que ganham nome, pequenos portos de pescadores, monumentais ravinas e, finalmente em terra, ao abrir as portas, um caloroso (literalmente!) recebimento.

…como o pequeno pode ser tão grande…

Chegados aqui… o resto seria, digamos que, fácil… ou talvez não! Alugar um carro para descobrir uma ilha com maior autonomia parece sempre uma opção acertada… o problema é acertar, igualmente, com a faixa em que devemos conduzir: welcome to the left side, baby! Conduzir pelo lado esquerdo, teoricamente, não apresenta dificuldade… mas como fazer estes cérebros (em modo de férias: ON) perder o automatismo adquirido há anos?! Fácil: simplesmente não dá! No momento em que baixamos a guarda e a concentração diminui… lá vamos nós de volta para o lado errado! (agora, longe da situação, achamos hilariante… mas, no momento, foi um verdadeiro pesadelo!)

Entre estradas desconhecidas e rotundas (vergonhosamente) contornadas, chegamos à espectacular La Valleta… Espera… Não íamos para Sliema? Ups… Acho que sou um terrível GPS. Inversão de marcha e, agora sim, já mais descontraídos, direcção Sliema!

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(between travel!) When the travel REALLY begins?

In Europe,Fotografia,Italy,Itália,Life,Malta,Photography,Travel,Viajar on September 29, 2012 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , , , , , , , , , ,

…even being difficult to admit… The truth is that we’ve always envy (in a healthy way, please) of those people who are always traveling… Oh, such an idyllic life!… There are so many things to see… So many places to go… So much to discover… That we would do it everyday!

…but, actually, we DO travel every and each day! YES, we do!… And I love so much how it sounds that I will say it again: we travel every day!

We travel, not only in the strict sense of the word – intended to be understood as the simple act of moving from one place to another – but, in a wider perspective: the complete journey, the inspiration taken from a movie, a book, a conversation… We, constantly, move in time and space, creating images and dreaming about a new trip, the next adventure… And that is also traveling (although, without moving!).

Now, although we’re still in our blogging headquarters (AKA home sweet home!) we feel like the travel had already begun: reading about places and curiosities, searching photographs and documentaries, consulting maps and itineraries, booking flights and hotels, packing (mentally) our small bags… And, starting, the sweetest countdown to the airport…. Destination: the Mediterranean isles of Malta and Sicilia!

...welcome to the Mediterraneo

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…apesar de ser difícil de admitir, a verdade é que sempre temos inveja (de forma saudável, por favor) daquelas pessoas que estão sempre a viajar… Ah, que vida idílica!… Há tantas coisas para ver… Tantos lugares para ir… Tanta coisa por descobrir… Que, se pudéssemos, o faríamos todos os dias!

… mas, a verdade, é que, mesmo assim, viajamos em todo e cada dia! Sim, é mesmo!… E gosto tanto como soa que vou tomar a liberdade de dizê-lo novamente: viajamos TODOS os dias!

Viajamos, não apenas no sentido estrito da palavra – que entende-se como o simples acto de deslocação de um lugar para outro – mas, numa perspectiva muito mais ampla: toda a trajectória, desde que surge a inspiração através de um filme, um livro, uma conversa… Viajamos constantemente, no tempo e no espaço, criando imagens, sonhando com novos locais, próximas aventuras… E, isso, é também viajar.

Agora, embora ainda estejamos no nosso escritório principal (i.e. “lar doce lar!”), não conseguimos evitar o sentimento de já ter iniciado a viagem: o facto de ler sobre lugares e curiosidades, pesquisar fotografias e documentários, consultar mapas e itinerários, reserva voos e hotéis, fazer (mentalmente) as nossas pequenas malas de viajem… E, começar, uma entusiasta contagem decrescente para o aeroporto… Destino: as mediterrâneas ilhas de Malta e Sicília!

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(travel diary) DAY 2: …DOWNTOWN in images

In EUA,Fotografia,Life,New York,NY,NYC,Photography,Travel,Viajar on May 28, 2012 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , , , , ,

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(travel diary) Istanbul …by night

Tagged: , , , , , , , on March 12, 2012 by "Our traveling without moving!..."

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(travel diary) DAY 3: The Ligurian Coast

In Europe,Italy,Travel | Viagens on October 6, 2011 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , ,

What a good night of sleep – we slept just like babies (if it wasn’t for… oh… that muscular PAIN)!… but, there was no possible excuse that can make us stop, so: let’s hit the road!
 
Chiavari, our strategic point during these days, was making hard to say goodbye, so, we decided to stay a bit more and enjoy what this city has to offer: an amazing ambiance (and a delightful shopping street – but that’s off the record)!  In the past days, we could only see Chiavari “by night“, now, seeing it at daylight, it seemed like a new place: the majestic buildings touched by the sunlight, transmitting new sensations; in every ‘piazza‘ a discover of a special corner, with street stands and little markets; as we walk down the arcades street, a complete sensorial experience: the scents of the region remembering where we are, the show windows captivating our attention at every step, the italian sun trying to warmth the day… so PERFECT! But, time is running and… so do we!

After a last visit to the hotel – to (re)arrange our bags due to our shopping (Yesss!) – we head to the train station. Objective: Genoa!

As the train ticket had a validity of 6 hours, we decided to slow down and visit some cities in between, so, the first stop was Santa Margherita Ligure.

After crossing Rapallo – even from the train we can appreciate the intense and unforgettable landscapes of the coast – we reach Santa Margherita. The coast is amazing, but transmitting a different feeling from other towns left behind, being more cosmopolite and dedicated to a higher class of tourism. After a short walk trough the beach, we decided to catch a bus to Portofino and take a close look of the “dolce vita”… the views are too beautiful to say it in words: the crystalline waters asking us to stop; the big rocks posing as natural sun beds; the meandering road keeping us awaked; the villas… the luxury villas… speechless… the tiny bays visited by yachts as special guests, turning the whole environment in an idyllic postcard.

The arrival in Portofino makes us feel like stars – since this small city is well known for being the guardhouse of the “constellation” of glamorous movie stars! But… why? What is the mystery? How can a small village, with a small marina, hold a serie of yachts with a considerable size? How can a town of humble fishermen, lodge the owners of the largest fortunes?…one fact is that the size of the village is inversely proportional to the existing brands of ‘haute couture’ in the streets of the quiet village…

In our boardwalk we found that the terraces adjacent to the water were filled with people enjoying the pleasant day that was feeling on the Italian Riviera. and we could not be different! The existing open air exposure was a pleasant surprise, after all, is not everyday that we see a rhinoceros hoisted by a crane or a bunch of pink otters facing the sea;  the latest (and more touching) work is an analogy to a fragment of the Berlin Wall, completly mirrored, where no one of the passersby stays indifferent… but, the masterpiece of this exposition was always there – and will always be – quiet and brilliant as only it can be… the Mediterranean, the Ligurian Sea

The visit to Portofino was ending – but, we were so passionate with the views, that the promise to return is instantly made!

On the way to Genoa we decided to make just one more stop: Camogli, a picturesque fishing village located on the slope of the natural park of Portofino, putting the town into such a gap that, on the passage from street to street, you have to make it through dozens of stairs.

Seen from the beach, the houses are harmoniously “sitting” in a natural amphitheater, showing its coloured façades and its characteristic “trompe l’oeil“…a true challenge (and a pleasure) to our eyes.

 The time was passing… the weather was changing… and our train was leaving…and, this time, to reach – finally – Genoa.

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Que boa noite de sono – dormimos como bebés (se não fosse por… oh… a dor muscular)!… mas, não havia qualquer desculpa que nos pudesse fazer parar, então: vamos fazer-nos à estrada!

Chiavari, o nosso ponto estratégico durante estes dias, estava fazendo difícil a despedida, por isso, decidimos ficar um pouco mais e desfrutar o que esta cidade tem para oferecer: um ambiente fantástico (e uma rua comercial maravilhosa – mas isso fica ‘off the record’)! Nos últimos dias, só conseguimos ver Chiavari ‘by night’, agora, vendo-a à luz do dia, parece um novo lugar: os edifícios majestosos tocados pela luz do sol, transmitindo-nos novas sensações, a cada passo a descoberta de um recanto especial, os pequenos mercados de rua povoando, literalmente, as ‘piazza’, à medida que caminhávamos pela acolhedora rua de arcadas, uma completa experiência sensorial: os aromas da região misturando-se no ar, lembrando-nos onde estamos; as vitrines cativando a nossa atenção, o sol italiano tentando aquecer o dia… tão perfeito! Mas, o tempo corre e… nós também!

Após uma última visita ao hotel – para (re)organizar as nossas malas devido à nossa incursão no shopping  (Yesss!) – dirigimo-nos para a estação de comboios. Objetivo: Génova!

Como o bilhete de comboio tem uma validade de 6 horas, decidimos desacelerar um pouco e visitar algumas cidades pelo caminho, assim, a primeira paragem foi em Santa Margherita Ligure.

Depois de atravessar Rapallo – mesmo do comboio podemos apreciar as intensas e inesquecíveis paisagens da costa – chegamos a Santa Margherita. A baía é incrível, mas transmitindo uma sensação diferente de outras cidades deixadas para trás, apresentando-se mais cosmopolita e dedicado a uma classe superior de turismo. Depois de uma curta caminhada até à praia, decidimos “fugir” até Portofino e olhar de perto a “dolce vita”… as vistas são bonitas demais para conseguir expressar num punhado de palavras: as águas cristalinas pedindo-nos para parar; as grandes rochas posando como espreguiçadeiras naturais; a estrada sinuosa mantendo-nos despertos; as mansões… as mansões de luxo… sem palavras… as pequenas baías visitadas por esses convidados especiais, os iates, transformando todo o ambiente num idílico postal.

A chegada a Portofino faz-nos sentir como estrelas – uma vez que esta pequena cidade é bem conhecida por ser a guarita da “constelação” de glamourosas estrelas de cinema! Mas… por quê? Qual é o mistério? Como pode uma pequena aldeia, com uma pequena marina, abraçar uma serie de iates com um tamanho considerável? Como pode uma cidade de humildes pescadores, albergar os donos das maiores fortunas?… um facto é que  o tamanho da aldeia é inversamente proporcional às marcas existentes da “haute couture” nas ruas da pacata vila…

No nosso passeio, descobrimos que os terraços adjacentes ao mar estavam cheios de pessoas aproveitando o agradável dia que se estava fazendo sentir na Riviera italiana… e nós não seriamos diferentes!

 A exposição existente ao ar livre tornou-se uma agradável surpresa, afinal, não é todos os dias que vemos um rinoceronte içado por um guindaste ou um monte de lontras cor-de-rosa de frente para o mar; o mais recente trabalho (e, também o mais tocante) é uma analogia de um fragmento do Muro de Berlim, todo espelhado, onde, nenhum transeunte, pode ficar indiferente… mas, a obra-prima desta exposição ficou ali, quieta e brilhante como só ela o sabe ser… o Mediterrâneo, o Mar da Ligúria…

A visita a Portofino aproxima-se do fim – mas, de  tão apaixonados pelas vistas que estávamos, que a promessa de retornar é feita imediatamente!

No caminho para o Génova decidimos fazer apenas mais uma paragem: Camogli, uma pitoresca vila de pescadores localizada na encosta do parque natural de Portofino, colocando a cidade em tal declive que, na passagem de rua para rua, temos para fazer dezenas de escadas.

Vista da praia, as casas estão harmoniosamente “sentadas” como que num anfiteatro natural, exibindo as suas coloridas fachadas e as suas características “trompe l’oeil”… um verdadeiro desafio (e um prazer) para os nossos olhos!

O tempo foi passando … o clima  mudando … e o nosso comboio  estava de partida … e, desta vez, para chegar – finalmente – a Génova.

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(travel diary) DAY 2: our day in images

In Cinque Terre,Europe,Italy,Travel | Viagens on September 26, 2011 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , , , ,

 

 

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(travel diary) DAY 2: the Cinque Terre

In Cinque Terre,Europe,Italy,Travel | Viagens on September 20, 2011 by "Our traveling without moving!..." Tagged: , , , , , , , , , , ,

7:30 A.M. “On your feet, soldier!” It’s time to wake up (and no snuggle in bed)! With a small bag packed we just needed to check if there’s anything missing: our camera – checked! batteries – checked! money (it can be a hard task to find an ATM there, so…) – checked! bikini (oh, yeah!) – checked! …and, an essential, a bottle of water – checked!

Next, a great breakfast with Italian taste: a cappuccino delicioso (that you can ONLY taste in Italy), a focaccia (the first of many on these days!) and 2 apples that we took “borrowed” for our long journey!

After a short travel by train, we get to Monterosso al Mare, our first visit in Cinque Terre. There, and without leaving the train station, we bought the Cinque Terre Card, a pass to access the blue trail, the sentiero azzuro. There were 2 options: one, giving only access to the trail (5€) and, the other, adding train pass for 24 hours (10€). We took the second option, as the trail was closed between Corniglia and Manarola, so train seemed to be the best way.

 So, here, begins our walk! The moment we left the station, we were confronted with the most beautiful blue sea contrasting with the black sand (small rocks, actually!) speckled with coloured umbrellas… so inviting! But there’s no time to lose and quickly we are introduced to our particular Everest! The narrow and sloping paths and the tired (and red sweaty) faces of those who crossed us was an obvious indicator that it would not be easy… but, with the Ligurian Sea at our feet… everything would be possible!

 The arrival to Vernazza is, truly, impressive: making worth it every step, every difficulty… as we’re getting closer, the hill gradually uncovers its hidden beauty, a cluster of houses climbing up the ravine, in a harmonious colour scheme, as taken from a Delaunay painting.

 The walk continues, and we soon get to the small city. The contrast is amazing: the tired walkers looking for a blessed shadow to take a deserved rest; the tourists in a back and forth from the beach; and the locals, simply, going with their everyday life. We, in our role of walkers (49%) and tourists (51%), decided to spend some time at the beach, jumping into those crystalline waters and resting in the rocks to re-establish energies…that was the only thing that we could think about during the 2 hours trail! No need to say that the water was fantastic, right?!

Well,  it was time to keep on walking… while we were saying goodbye to Vernazza, the views were incredibly beautiful, tempting us to keep looking back and accumulating photos of this moment, but the trail started to get narrow and busy, so we needed to keep focused.

Approaching the third “terre” we can figure how similar and how different can be these five lands; surely, this one, Corniglia, was the smaller and less touristic, resting proudly and genuine on the top of the hill, surrounded by the ligurian vineyards and inaccessible to boats. Once here let us enjoy the views… And enjoy a refreshing gelato! Is it me or ice cream tastes really better in Italy?!

After this small break we went to the train station, the easy part of the walk…or not! To reach the platform we had to go down the “lardarina“: a bunch of 382 steps, grouped in 33 sets. Although they aren’t hard to handle, they were hard enough to make us loose the train!… the award? 1 extra hour of waiting!

The train finally arrives and we can get back to our objective: Manarola.  Here we are introduced to the touristic part of the path, the well known “trail of love” – la Via dell’Amore – that everyone chooses to make, ignoring the beauty that are leaving behind… But, before starting our walk, we tried to know better this village.

Walking down through its main street, we found curious the amount of small fishing boats in front of people’s house… just like it was a car parked in front of the garage! A new and, surely, unique perspective to deal with the lack of space in Cinque Terre… with breathtaking views, as in the other villages and, as the sun was going down, even more beautiful they seemed!

The Via dell’Amore offers a different experience on the trail: we’ve left the steep trails behind and welcomed the paved and flat floor! In the Bar dell’Amore (yes, you read it right, a B-A-R!), we found the perfect place to sit and enjoy the views tasting the local wine Sciacchetrà (pronounced “shack-eh-trà”) accompanied by delicious almond little biscuits, the Cantuccini.

As the walk continues the love demonstrations are multiplied: hundreds of locks and some love notes are spread all over; lovers, friends and, even, family don’t want to miss the chance to show its love, painting and decorating the walls, gates and railings with true declarations giving the romantic accent to the trail. The ritual is not completed without sitting on the lover’s chair (the sculpture with a kissing couple) and immortalize the moment in our memories (and in our camera!)… Unforgettable…

Riomaggiore is only some minutes away… Our walk is getting to an end… We’ve just completed about 12 km, in 5 hours! The arrival to this last village is less spectacular than the other 4 left behind – you can’t get a panoramic perspective of it all – but still interesting to get lost in its small winding streets that guide us to the bottom of its mountain, where Riomaggiore meets the sea and begins to climb and conquer its embracing “walls”.

 

The walk was completed… the objective has ended… but it was too soon to say goodbye: so, we rushed to catch the next train, and contemplate our favourite “terre” by night, the impressive Vernazza… one last look over its coloured walls fading with the last rays of sunlight…

 …time is against us, and we, just like a couple of Cinderella’s (don’t get mad, please!), had to be ready before midnight when the train pass finishes… so, we went to Monterosso al Mare, where it’s easier to get the train and where our adventure begun – and where we ate a huge pizza – and, just like a cycle, where our adventure finishes (but only for today!)… it is time to go “home” now… arrivederci belle Cinque Terre!

We know we’ll meet again!

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07:30 “De pé, soldado!” É hora de acordar (e nada de se aconchegar na cama)! Com a mochila preparada só precisamos verificar se não nos esquecemos de nada: a nossa câmara fotográfica – sim! pilhas – sim! dinheiro (pode ser uma tarefa difícil encontrar uma caixa multibanco lá, então…) – sim! bikini (oh, yeah!) – sim!… E, um elemento essencial, uma garrafa de água – sim! Nesse caso, podemos ir!



Em seguida, um óptimo pequeno-almoço com sabores italianos: um cappuccino delicioso (como só se encontra na Itália), uma focaccia (a primeira de muitas nestes dias!) e 2 maçãs que levamos “emprestadas” para a nossa longa jornada!



Depois de uma curta viagem de comboio, chegamos a Monterosso al Mare, a nossa primeira visita em Cinque Terre. Lá, e sem sair da estação de comboios, comprámos o Cinque Terre Card, um cartão de acesso à trilha azul ou “sentiero Azzuro”. Aqui, tínhamos duas opções: uma, dando acesso somente a pista (5 €) e, a outra, acrescentando passe de comboio por 24 horas (10 €). Decidimo-nos pela segunda opção, pois o percurso estava fechado entre Corniglia e Manarola, e assim sendo, o comboio parecia ser o nosso melhor aliado.

Então, aqui, começa a nossa caminhada!

No momento em que saímos da estação, fomos confrontados com um lindo mar azul contrastante com o negro das suas areias (pequenas pedras, na verdade!) salpicadas por sombrinhas coloridas… tão convidativo! Mas… não há tempo a perder e, rapidamente, somos apresentados ao nosso “Evereste” particular! Os caminhos estreitos e inclinados e os cansados ​​(e suados) rostos de quem passava por nós era um indicador óbvio de que não seria fácil… mas, com o Mar da Ligúria aos nossos pés… tudo seria possível!



A chegada a Vernazza é, realmente, impressionante: faz valer a pena cada passo, cada dificuldade… à medida que nos aproximamos, a montanha desvenda a sua beleza escondida, um aglomerado de casas que se abraçam à falésia num gesto tão natural e harmonioso que parece pintado por Delaunay.

A caminhada continua e, rapidamente, chegamos ao coração da pequena cidade. O contraste é surpreendente: os caminhantes cansados ​​procurando uma sombra abençoada para terem um merecido descanso, os turistas num corrupio constante para a praia e, os habitantes locais, simplesmente, continuando no seu quotidiano, ignorando toda a agitação que os rodeia!
Nós, no nosso papel de caminhantes (49%) e turistas (51%), decidimos passar algum tempo na praia, mergulhando nessas águas cristalinas e descansando ao sol nas rochas afundadas… Não é preciso dizer que a água estava fantástica, certo?



Bem, era hora de continuar a andar… enquanto nos despedíamos de Vernazza, os pontos de vista eram incrivelmente belos, cativando-nos de tal modo que era impossível deixar de olhar para trás e acumular fotografias desse momento… mas a trilha começou a ficar estreita e movimentada, por isso precisávamos manter a atenção e, finalmente, seguir em frente.



Aproximando-se a terceira “terre”, começamos a descobrir o quão semelhantes e, ao mesmo tempo, quão diferentes, conseguem ser estas cinco aldeias; certamente que, esta, Corniglia, era a menos turística, descansando orgulhosa e genuína no topo da sua colina, inacessível aos barcos e rodeada pelas vinhas ligures. Uma vez aqui, apreciamos a vista… E desfrutámos de um refrescante gelato! Serei só eu ou os gelados sabem realmente melhor na Itália?

Após esta pequena pausa, seguimos para a estação ferroviária, a parte mais fácil da caminhada… ou não! Para alcançar a plataforma tínhamos de descer a “lardarina”: 382 simpáticos degraus, agrupados em 33 conjuntos. Embora eles não fossem difíceis de percorrer, eram o bastante longos para nos fazer perder o comboio!… o prémio por isto? Uma hora extra de espera!



O comboio finalmente chegou e podemos voltar ao nosso objectivo: Manarola. Aqui somos apresentados à parte turística do caminho, a conhecida “trilha do amor” – la Via dell’Amore – que todos optam por percorrer, ignorando a beleza que deixam para trás… Mas, antes de começar a nossa caminhada, procurámos conhecer melhor esta aldeia. Descendo a rua principal, encontramos a sua curiosa essência: pequenos barcos de pesca “estacionados” em frente às portas das pessoas… como se de um carro se tratasse estacionado à frente da garagem! Uma nova e, certamente, única perspectiva para lidar com a falta de espaço em Cinque Terre… as vistas continuavam deslumbrantes, como em todas as outras aldeias e, como o sol já estava a descer, ainda mais bonito parecia nas tonalidades douradas e quentes como só um pôr-do-sol sabe fazer!

A Via dell’Amore oferece uma experiência diferente de todo o percurso: deixamos para trás os caminhos íngremes e estreitos e saudamos um piso liso e pavimentado! No Bar dell’Amore (sim, leram bem, um B-A-R!) encontrámos o lugar perfeito para sentar e apreciar as vistas calmamente, provando o vinho local Sciacchetrà (pronuncia-se “shack-eh-tra”) acompanhado por deliciosos biscoitos de amêndoa, Cantuccini.



Com o continuar da caminhada, multiplicam-se as manifestações de amor: centenas de cadeados e alguns bilhetes de amor encontram-se espalhados por todo o lado; namorados, amigos e, mesmo, família não querem perder a oportunidade de mostrar seu amor, pintando e decorando as paredes, portões e grades com verdadeiras declarações dando o perfeito toque romântico ao percurso. O ritual não é concluído sem sentar na “cadeira dos amantes” (a escultura representando um beijo) e imortalizar o momento na nossa memória (e na nossa câmara!)… Inesquecível…



Riomaggiore está a apenas alguns minutos… a nossa caminhada está a chegar ao fim… nós acabámos de completar cerca de 12 km em 5 horas!

A chegada a esta última aldeia é menos espectacular do que as outras 4 já deixadas para trás – não se consegue ter uma perspectiva panorâmica de toda a aldeia – contudo, o interessante, é perder-se nas suas pequenas ruelas sinuosas que, sem saber, guiam-nos até ao berço da montanha, onde Riomaggiore encontra o mar e começa a escalar e conquistar as suas “paredes”, fundindo-se perfeitamente como num abraço.



A caminhada foi terminada… o objectivo concluído… mas era cedo demais para dizer adeus: assim, corremos para apanhar o próximo comboio, e contemplar a nossa “terre” favorita, Vernazza, ao entardecer; impressionante… só mais um último olhar sobre as suas paredes coloridas desvanecendo com os últimos raios de sol…

…o tempo caminha em nossa contra, e nós, como um par de Cinderelas (não te aborreças, please!) tínhamos de estar prontos antes da meia-noite quando termina o passe de comboio… então, regressamos a Monterosso al Mare, onde é mais fácil apanhar o comboio e onde a nossa aventura começou – e onde comemos uma pizza enorme – e, assim como um ciclo, onde a nossa aventura termina (embora só por hoje!)… é hora de ir para “casa”… arrivederci belle Cinque Terre!

…Sabemos que nos encontraremos novamente!